Acolhimento do paciente e sua importância

24/11/2017

 

 

O acolhimento a uma pessoa vivendo com HIV em um serviço de saúde está diretamente relacionado ao aumento das chances de adesão ao tratamento.

Envolver o indivíduo desde o momento da comunicação do diagnóstico é importante para que ele se sinta à vontade para procurar um dos profissionais da equipe multidisciplinar sempre que necessário, sem temer o estigma e a discriminação.

A abordagem inicial do acolhimento pode ser realizada por qualquer membro da equipe multidisciplinar: não só o médico, mas também o enfermeiro, o assistente social, o psicólogo e qualquer outro que integre o time1

Esse é o momento de o paciente2:

  • esclarecer dúvidas e reconhecer as situações de risco e vulnerabilidades;
  • falar sobre medos e preocupações em relação à infecção pelo HIV;
  • criar vínculo com o profissional, a equipe e o serviço de saúde;
  • se manter estimulado a comparecer ao serviço de saúde e receber os cuidados necessário;
  • dar continuidade ao tratamento de forma adequada. 

O acolhimento também é importante para o profissional de saúde, pois o ajuda a compreender as dificuldades do paciente e, com isso, ajudá-lo da melhor forma. 

 

Ao lidar com as pessoas vivendo com HIV/AIDS, o profissional de saúde precisa ter em mente a importância de pensar nas necessidades individuais e coletivas em relação à infecção pelo HIV. Além da escuta ativo, a tarefa do acolhimento deve ser um ato de realmente compreender o outro, sobretudo levando em consideração as questões do estigma e da discriminação que envolvem os soropositivos.

Segundo o estudo realizado pela UNAIDS, com base em dados disponíveis em 19 países, uma em cada cinco pessoas vivendo com HIV evitou dirigir-se a uma clínica ou hospital porque temia sofrer com o estigma ou a discriminação pela divulgação – ou mera suspeita – de seu estado sorológico3.

Cabe ao profissional de saúde um papel ativo no combate ao estigma e a discriminação por meio do acolhimento, informando-se não apenas sobre o que dizer, mas como dizer, para que o paciente se sinta confortável para iniciar e permanecer em tratamento.

Estigma

Refere-se às crenças, atitudes e sentimentos negativos em relação às pessoas vivendo com o HIV, bem como em relação aos seus familiares e pessoas próximas.

Discriminação

Refere-se ao tratamento desigual e injusto, por ação ou omissão, de um indivíduo, com  base em seu diagnóstico de HIV.

 

  • Referência bibliográfica:

  • 1. Secretaria do Estado de São Paulo. Diretrizes para implementação da rede de cuidados em IST/HIV/AIDS ?– Manual de assistência. Disponível em < http://www.saude.sp.gov.br/resources/crt/publicacoes/publicacoes-download/diretrizes_para_implementacao_da_rede_de_cuidados_em_ist_hiv_aids_-_vol_iii_-_manual_de_assistencia.pdf > Acesso em 30 out. 2017.
  • 2. Ministério da Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Cuidado integral às pessoas que vivem com HIV pela atenção básica: manual para a equipe multiprofissional. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 39 p. Disponível em: < http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2016/cuidado-integral-pessoas-que-vivem-com-hiv-pela-atencao-basica >. Acesso em: 07 out.2017.
  • 3. BRASIL. UNAIDS alerta que o estigma e a discriminação relacionadas ao HIV estão impedindo o acesso a serviços de HIV. Disponível em: < http://unaids.org.br/2017/10/unaids-alerta-que-o-estigma-e-discriminacao-relacionadas-ao-hiv-estao-impedindo-o-acesso-servicos-de-hiv/ > Acesso em 30 out. 2017.

BR/HIVP/0045/17 NOVEMBRO 2017

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