Como é o tratamento do HIV no Brasil

24/11/2017

O Departamento de IST, AIDS e Hepatites Virais, da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, estabelece uma política de atenção às pessoas vivendo com HIV (PVHIV) que agrega ações de assistência, prevenção, direitos humanos e participação social.



O Departamento de IST, AIDS e Hepatites Virais, da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, estabelece uma política de atenção às pessoas vivendo com HIV (PVHIV) que agrega ações de assistência, prevenção, direitos humanos e participação social.1

O Brasil adota o acesso universal à terapia antirretroviral, bem como o apoio psicológico às PVHIV desde 1996.

O emprego de novas tecnologias no acompanhamento e tratamento da infecção pelo HIV aumentou a expectativa e melhorou a qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV, renovando os desafios de promover a reinserção social, a promoção de hábitos saudáveis e o direito de vivenciar a sexualidade, relações afetivas e experimentar paternidade e maternidade.1

Acesso universal à terapia antirretroviral (TARV)

O acesso universal e gratuito ao tratamento antirretroviral, aos exames de monitoramento, insumos e ações de prevenção de IST e AIDS é uma importante conquista da sociedade brasileira. Sua efetividade demanda ações que garantam, além do amplo acesso, a melhor qualidade do tratamento.1

Os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) têm o objetivo de estabelecer claramente os critérios de diagnóstico de cada doença, o algoritmo de tratamento com as respectivas doses adequadas e os mecanismos para o monitoramento clínico em relação à efetividade do tratamento e a supervisão de possíveis efeitos adversos, além de criar mecanismos para a garantia da prescrição segura e eficaz.2

Em setembro de 2017, foram disponibilizados seis novos PCDTs, para o manejo de diferentes tipos de pacientes, que podem ser consultados no site www.aids.gov.br/pt-br/profissionais-de- saude/hiv/protocolos-clinicos-e-manuais.3

A TARV é oferecida a todas as PVHIV independentemente do nível de CD4 ou carga viral uma vez que, com seu início, há comprovada redução das taxas de mortalidade e de transmissões do HIV. O sucesso da TARV está relacionado ao preparo do paciente para iniciar e manter uma boa adesão. Sendo assim, envolve aspectos físicos, psicológicos, sociais, culturais e comportamentais, portanto o início da terapia requer decisões compartilhadas e corresponsabilizadas entre a pessoa que vive com HIV, a equipe de saúde e a sociedade.4

 

  • Referências bibliográficas:

  • 1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde Programa Nacional de DST e AIDS. Diretrizes para o fortalecimento das ações de adesão ao tratamento para pessoas que vivem com HIV e AIDS. 2007. Disponível em: < http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_tratamento_aids.pdf > Acesso em 08 out. 2017.
  • 2. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas – PCDT. Disponível em: < http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/leia-mais-o-ministerio/840-sctie-raiz/daf-raiz/cgceaf-raiz/cgceaf/l3-cgceaf/11646-pcdt > Acesso em 08 out. 2017.
  • 3. BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/AIDS e das Hepatites Virais. Protocolos Clínicos e manuais. Disponível em: < http://www.aids.gov.br/pt-br/profissionais-de-saude/hiv/protocolos-clinicos-e-manuais >Acesso em 08 out. 2017.
  • 4. BRASIL, Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em adultos. Disponível em: < http://www.aids.gov.br/pt-br/profissionais-de-saude/hiv/protocolos-clinicos-e-manuais > Acesso em 06 nov. 2017.

BR/HIVP/0048/17 NOVEMBRO 2017

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