Como identificar sinais e sintomas da infecção pelo HIV

07/03/2018

 

Os primeiros sintomas da infecção por HIV são muito parecidos com os de uma gripe comum e os de outras doenças sexualmente transmissíveis, como mononucleose e hepatite. Por essa razão, é normal que, inicialmente, muitos casos passem despercebidos.1 

Portanto, uma das dúvidas que surgem nesse momento é: quando devemos suspeitar que um caso se trata de uma potencial infecção por HIV?

Para chegar a uma conclusão a respeito, é ideal identificar determinados grupos que merecem atenção. Para isso, é preciso estar atento aos detalhes para realizar uma pré-avaliação precisa e, a principal ferramenta para isso é a anamnese, que tem como objetivo entender um contexto que pode – ou não – ter influenciado em uma doença ou patologia.2

Alguns exemplos de grupo de atenção são3:

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Populações-chave: maiores taxas de prevalência de infecção do HIV.

Populações prioritárias: resultado de dinâmicas sociais locais e, portanto, variam de acordo com o território.3

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Fase de infecção e sintomas2

A infecção pelo HIV, cursa com um amplo espectro de apresentações clínicas, desde a fase aguda até a fase avançada da doença. Os sintomas são distintos em cada uma das três fases e, é importante ficar atento.

1ª fase: Síndrome Retroviral Aguda

Assim que foi exposto ao HIV, o paciente pode apresentar algumas reações clínicas devido ao fato de o vírus estar se multiplicando no organismo e a queda significativa da contagem de células CD4+.

As informações coletadas durante a anamnese são fundamentais para fazer a associação entre sintomas e uma possível infecção por HIV nesta fase, já que o quadro clínico se manifesta como o de uma infecção viral aguda qualquer.

Os sintomas são4:

2ª fase: Latência2

A segunda fase é conhecida como estado de Latência. Em seu início ela é assintomática, mas a medida que a doença progride e o número de linfócitos diminui, alguns sintomas vão se acentuando, e algumas doenças oportunistas também.

Os sintomas ainda não caracterizam AIDS, mas indicam que o paciente está entrando em uma fase de imunossupressão profunda, apresentando sintomas mais específicos, como:

  • Febre por mais de 1 mês;
  • Diarreia por mais de 1 mês;
  • Perda ponderal (de peso) intensa
  • Adinamia (fraqueza muscular) intensa
  • Candidíase oral

3ª fase: AIDS2

 O estágio final da infecção por HIV é a AIDS, um quadro clínico formado por uma somatória de critérios que incluem a imunossupressão severa (contagem de CD4 inferior a 350 células por mm³) e uma doença definidora.

Exemplos de condições definidoras de Aids4:

  • Respiratórias
  • Dermatológicas
  • Oncológicas
  • Ginecológicas
  • Oftalmológicas

Realização do diagnóstico

Ainda que toda a equipe multidisciplinar possa ficar atenta e suspeitar dos sintomas, quem devem determinar o diagnóstico é sempre o médico. Toda suspeita deve ser encaminhada a uma consulta médica, para que, em caso de confirmação da possibilidade, seja realizado o pedido dos exames físicos. A realização do exame do HIV deve ser acompanhada de uma comunicação adequada com o paciente, que precisa autorizar verbalmente sua realização.

Identificar a infecção pelo HIV, não é fácil. Entretanto, estar atendo aos sinais é essencial pois um diagnóstico rápido interfere diretamente no início do tratamento e na qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV.

 

Referências Bibliográficas:

1- BRASIL, Ministério da Saúde. Sintomas e fases da aids. Disponível em: < http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/o-que-e-hiv/sintomas-e-fases-da- aids >. Acesso em 19 fev. 2018.

2- BRASIL, Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para manejo da infecção pelo HIV em adultos. Disponpivel em: < http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2013/protocolo-clinico-e-diretrizes- terapeuticas-para-manejo-da-infeccao-pelo-hiv-em-adultos>. Acesso em 19 fev. 2018.

3- BENZAKEN, A. Situação atual da resposta brasileira à epidemia de HIV/Aids. Disponível em: . Acesso em 19 fev. 2018.

4- RIO DE JANEIRO. Prefeitura Municipal. Guia de Referência Rápida de Infecção pelo HIV e Aids. 2015. P. 21 a 23. Disponível em . Acessoem:9fev.2018

 

BR/HIVP/0014/18 FEVEREIRO2018