Fast-Track Cities: uma pesquisa exploratória sobre a qualidade de vida das PVHIV

29/11/2019

peças-OutubroO estudo ‘Exploring and defininf what quality of life means for communities’ (Explorando e definindo o que qualidade de vida significa para comunidades), reconhecendo a importância de melhorar a qualidade de vida relacionada à saúde (QV-HR) das pessoas vivendo com HIV (PVHIV) teve como objetivo:1

  •  Explorar os fatores sociais, políticos e econômicos que afetam o bem-estar geral das PVHIV;1
  •  Medir e entender as barreiras a qualidade de vida (QV) entre PVHIV, usando indicadores de QV
  •  Aproveitar os dados de QV para informar a resposta ao HIV.1

O método adotado para a realização da análise foi:1

  •  Pesquisa autoadministrada, transversal, única e online;1
  •  Incluiu 20 cidades;1
  •  Um tamanho de amostra alvo de 300 pessoas por cidade;1
    •  
       45 perguntas adaptadas de diferentes ferramentas (ex: Pesquisa WHOQoL, Pesquisa WHOQoL HIV, Pesquisa IAPAC ATLIS, entre outros)1

As cidades que foram incluídas na pesquisa foram:1

  •  Europa: Atenas, Berlim, Lisboa e Madrid;1
  •  África: Bamako, Dar es Salã, Durban e Nairóbi;1
  •  América do Norte: Miami, Nova Iorque e Montreal;1
  •  América Latina e Caribe: Buenos Aires, Salvador e Santiago;1
  •  Ásia: Bangkok.1

A maioria dos participantes do estudo foram do sexo masculino com exceção dos países africanos onde houve uma maior presença de mulheres.1 Cerca de 75% das pessoas analisadas tinham mais de 30 anos.1

Aproximadamente 40% dos entrevistados vivem com HIV ou AIDS há mais de dez anos.1 Em relação a TARV, 80% relataram uso consistente.1 Os níveis mais baixos porém foram encontrados na África.1

Dentre os principais achados, muitos entrevistados informaram ter uma visão positiva da vida e estarem satisfeitos com a sua qualidade de vida geral.1 Ao todo, foram 40%.1

A distribuição dos entrevistados que relatam uma perspectiva positiva de vida entre os que estavam consistentemente em TARV pode ser verificada abaixo:1 

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Já a distribuição dos participantes que relatam estar satisfeitos com sua qualidade de vida geral considerando diferentes regiões é:1

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Apesar desse resultado, o estigma e a discriminação tem sido um problema em todas as regiões.1 Esses achados também foram encontrados no estudo ATLIS 2010, no qual os participantes relataram estigma ou discriminação como sendo a principal preocupação ao viver com o HIV:1

 

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O estudo também demonstrou que, 38% dos entrevistados indicaram um diagnóstico de ansiedade e a depressão. Na Europa e na América do Norte, o diagnóstico foi de 1,5 a 4 vezes maior do que em outros lugares.1 A maioria dos participantes identificados com ansiedade ou depressão vive com HIV há mais de 10 anos.1

Além disso, em termos de envelhecimento com HIV foram identificados três principais preocupações dos entrevistados, conforme consta no gráfico:1

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A importância da equipe multidisciplinar para reduzir o impacto na vida dos pacientes com HIV

Diante deste cenário, um ponto de atenção para os pacientes com HIV é o estigma.3 Ele afeta negativamente a qualidade de vida e a autoimagem, prejudicando a busca pelo tratamento.3

O acompanhamento a longo prazo dos pacientes ajuda a fornecer insights sobre o gerenciamento e prevenção de cuidados.2 A abordagem eficaz e individualizada sobre o tratamento e uma boa comunicação com a equipe multidisciplinar proporciona um impacto positivo na vida das pessoas vivendo com HIV.5 Outro ponto fundamental é que os profissionais de saúde precisam atuar de forma ativa e atenta a oportunidades de intervenção para a melhora da qualidade de vida dos pacientes.5

Apesar de 40% dos participantes da pesquisa estarem satisfeitos com sua qualidade de vida geral, ainda é possível aprimorar este quadro e a equipe multidisciplinar pode atuar no sentido da promoção da qualidade de vida com um olhar individualizado para o paciente.1

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Compreender os fatores que desempenham um papel fundamental na qualidade de vida continua sendo um passo importante para garantir que aqueles que tem carga viral indetectável tenham um bom estado geral.1 Para isso, é preciso impulsionar um cuidado centrado nas pessoas para enfrentar os desafios que persistem, mesmo para aqueles com vírus controlado como estigma, discriminação, comorbidades, envelhecimento e medo de transmissão.1

Referências:

 

 

PM-BR-HVX-WCNT-190002 - Novembro 2019

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