IAPAC divulga pesquisa sobre o impacto da comunicação entre médicos e pacientes durante o tratamento

27/03/2019

Entre 2007 e junho de 2018 foram diagnosticados  247.795 casos de infecção pelo HIV, de acordo com o último boletim epidemiológico.² Em setembro de 2018, dentre as pessoas diagnosticadas com HIV/AIDS, 585 mil estavam em tratamento.³ Para os pacientes em tratamento, o surgimento e evolução da terapia antirretroviral (TARV) transformou a infecção pelo HIV de fatal para uma condição de saúde crônica .1 Com essa alteração há maior necessidade dos profissionais de saúde compreenderem algumas questões relacionadas a qualidade de vida dos pacientes, especialmente relacionadas aos efeitos colaterais do tratamento.¹

Tarv

Uma pesquisa realizada com mais de 2.000 pessoas vivendo com HIV/AIDS mostrou que os pacientes não se comunicam com seus médicos de forma efetiva, o que pode influenciar negativamente a progressão da doença, os resultados do tratamento, o manejo dos efeitos colaterais e a qualidade de vida dos mesmos.1

O estudo da Associação Internacional de Prestadores de Cuidados em AIDS (IAPAC) ressalta que embora os pacientes acreditem que estão engajados em conversas significativas com seus profissionais de saúde, normalmente, essas discussões não focam nas necessidades individuais dos pacientes.¹

Apenas metade dos entrevistados afirmou ter discutido sobre seu estado de saúde geral, e os resultados indicaram que as comorbidades não foram abordadas com grande consistência.¹

Os resultados da pesquisa indicam que para alcançar um resultado positivo na promoção da qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV (PVHIV) é importante que a equipe multidisciplinar de saúde faça uma abordagem efetiva e individualizada sobre o tratamento de cada paciente.4

O estimulo ao diálogo e a consideração de fatores como histórico familiar, tabagismo, diabetes, depressão e doenças cardiovasculares permitem um melhor acompanhamento clínico da PVHIV e a escolha do tratamento mais adequado àquele paciente.1

 

 

 

BR/HIVP/0016/19 MARÇO 2019

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