Importância de iniciar o tratamento o quanto antes

24/11/2017

 

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O início do tratamento da infecção pelo HIV é um momento muito importante para o paciente, porém, até recentemente, havia outros critérios para o início da terapia antirretroviral (TARV).2

 

Em 2015, o estudo START buscou responder quais os aspectos positivos e negativos do início precoce da TARV (em pacientes com contagem de CD4+ maior que 500 células/mm3) em relação ao seu início tardio (contagem de CD4+ menor ou igual a 350 células/mm3) e os resultados do estudo levaram a Organização Mundial da Saúde e diversas outras guias terapêuticas de HIV a recomendar o início da TARV para todas as pessoas vivendo com HIV, independentemente do seu estágio clínico e/ou imunológico.2,3

 

A recomendação de início precoce da TARV considera, além dos claros benefícios relacionados à redução da morbimortalidade de pessoas vivendo com HIV, a diminuição da transmissão da infecção e a disponibilidade de opções terapêuticas mais cômodas e melhor toleradas.1

 

Avaliar o nível de conhecimento do paciente sobre a doença e enfatizar o impacto favorável da TARV na qualidade de vida e na sobrevida podem auxiliar na tomada de decisão para iniciar o tratamento. Para isso, alguns elementos podem ser incluídos na conversa com o paciente, como4,5:

 

  • Esclarecer dúvidas sobre o que é o HIV e sua evolução
  • Explicar como funcionam os antirretrovirais e seus benefícios e riscos
  • Abordar as preocupações do paciente acerca do tratamento e outras questões que possam surgir após o seu diagnóstico
  • Discutir questões sobre confidencialidade

 

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É ideal que sejam feitos esforços para reduzir o tempo entre o diagnóstico e o início da TARV, sempre avaliando a motivação do paciente e sem que haja qualquer tipo de coerção, uma vez que o início do tratamento deve partir de uma decisão em conjunto do médico e da pessoa vivendo com HIV.1,6

 

  • Referências bibliográficas:

  • 1. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em adultos. Disponível em: < http://www.aids.gov.br/pt-br/profissionais-de-saude/hiv/protocolos-clinicos-e-manuais >. Acesso em 06 nov. 2017.
  • 2. LUNDGREN. JD. et al. Initiation of antirretroviral therapy in early asymptomatic HIV infection. N Engl J Med, 373(9): 795-807, 2015.
  • 3. BRASIL. Ministério da Saúde. Início da terapia antirertroviral precoce melhora os resultados para indivíduos infectados pelo HIV. Disponível em: < http://telelab.aids.gov.br/index.php/2013-11-14-17-44-09/item/208-inicio-da-terapia-antirretroviral-precoce-melhora-os-resultados-para-individuos-infectados-pelo-hiv >. Acesso em 06 nov. 2017.
  • 4. BRASIL. Ministério da saúde. Recomendações para terapia antirretroviral em adultos infectados pelo HIV. Disponível em: < http://www.saude.sp.gov.br/resources/crt/eliminacao-da-transmissao-vertical-do-hiv-e-sifilis/eliminacao-da-transmissao-vertical-do-hiv/novidades-e-experiencias/consenso_adulto_2008.pdf >. Acesso em 07 out. 2017.
  • 5. MISAU. A aderência como alvo da terapia antirretroviral. Manual de apoio a aderência ao tratamento antirretroviral nos hospitais de dia. Disponível em < http://www.njo.nl/blobs/hiv/A_aderencia_como_alvo_da_terapia_antiretroviral__MisauDAM__Junho_2004_.pdf >. Acesso em 07 out. 2017.
  • 6. PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO. Sceretaria Municipal de Saúde. Guia de Referência Rápida – Infecção pelo HIV e AIDS. Disponível em: < http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/6552790/4176326/GuiadeReferenciaRepidaemHIV_AIDS_pagsimples_web.pdf >. Acesso em 06 out. 2017.

BR/HIVP/0048/17 NOVEMBRO 2017