Importância do acompanhamento clínico regular

25/11/2017

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O acompanhamento tem início na primeira abordagem, que pode ser realizada por qualquer membro da equipe multidisciplinar (médico, enfermeiro, assistente social, psicólogo, outros), e é um processo contínuo, sendo importante identificar as dificuldades dos pacientes e a adesão ao cuidado, bom como discutir ações adequadas para cada situação apresentada.

 

A primeira consulta

No primeiro contato, o paciente deve sentir a garantia de acesso facilitado aos profissionais de saúde, obtendo a atenção necessária de acordo com a demanda apresentada.

 

A qualidade desse contato está diretamente relacionada ao acolhimento de diferentes tipos de demandas e a um menor tempo de espera.

 

O vínculo entre equipe médica e paciente começa a ser criado a partir do primeiro atendimento.

 

É um atendimento mais longo em função de ser um primeiro contato (que costuma estar cercado de expectativas e ansiedades por parte do paciente) e da maior necessidade de realizar uma avaliação clínica mais detalhada.

 

O profissional necessita de tempo suficiente para traçar um perfil inicial do paciente, examiná-lo, formular e explicar a impressão diagnóstica, orientar os exames e discutir os próximos passos.

Consultas subsequentes

As consultas médicas de retorno têm como objetivo o acompanhamento do paciente.

 

O profissional de saúde deve ter tempo suficiente para estabelecer um diálogo que permita avaliar a evolução clínica, analisar os resultados de exames e discutir o uso da medicação, especialmente dos antirretrovirais, além da abordagem de temas relativos ao autocuidado e à prevenção, à sexualidade, entre outros temas relevantes.

 

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Não interrompa o apoio educativo, emocional, o gerenciamento de risco e as avaliações após a primeira consulta.

 

Tais aspectos precisam ser complementados e utilizados nos atendimentos subsequentes e podem ser abordados pelo médico ou outro menbro da equipe de saúde, conforme as particularidades de cada serviço. 

 

 

 

  • Referência bibliográfica:

  • 1. SÃO PAULO (ESTADO). Secretaria de Saúde. Diretrizes para implementação da rede de cuidados em IST/HIV/AIDS – Manual de assistência. Disponível em < http://www.saude.sp.gov.br/resources/crt/publicacoes/publicacoes- download/diretrizes_para_implementacao_da_rede_de_cuidados_em_ist_hiv_aids_-_vol_iii_- _manual_de_assistencia.pdf >. Acesso em 30 out. 2017.

BR/HIVP/0045/17 NOVEMBRO 2017

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