Uso de antirretrovirais e a importância de considerar tratamentos que ofereçam eficácia e segurança a longo prazo ao paciente

25/07/2019

 

Desde 2013, a orientação no Brasil é iniciar o tratamento antirretroviral em pessoas diagnosticadas com HIV independente da contagem de linfócitos T CD4+. Dados referentes a dezembro de 2018 mostram que havia 593 mil pessoas em terapia antirretroviral (TARV) no Brasil.1

Alguns avanços foram observados com novos esquemas antirretrovirais, o que contribuiu para o aumento da sobrevida e queda da morbimortalidade causada pelo HIV, mudando o contexto de vida das pessoas vivendo com HIV (PVHIV).2

Hoje, as PVHIV em tratamento e em supressão virológica têm expectativa de vida semelhante à população geral, desde que tenham acompanhamento adequado ao tratamento.3 

Com esse aumento da expectativa de vida das PVHIV, é importante pensar em um esquema de tratamento que mantenha a supressão viral e favoreça a adesão a longo prazo. 4

Dessa forma, é necessário pensar no bem estar do paciente não só no curto prazo. Antecipar possíveis eventos adversos, comorbidades e interações medicamentosas se tornou importante neste contexto.

Sendo assim, o cuidado com o paciente deve ir além do desfecho imunológico e virológico. É preciso olhar a qualidade de vida como um todo para que a infecção pelo HIV e a TARV interfiram o menos possível na rotina da PVHIV.5

E qual é o papel do profissional de saúde nesse cenário?

Pensando na melhora da qualidade de vida da PVHIV, uma abordagem eficaz e individualizada sobre o tratamento e uma boa comunicação entre a equipe multidisciplinar proporciona um impacto positivo no cuidado da PVHIV. Outro ponto fundamental é buscar atenta e proativamente estratégias de otimização do tratamento relacionadas às comorbidades, interações medicamentosas eventos adversos e posologia.4,5,6

Algumas dicas podem ser consideradas pelos profissionais de saúde, entre elas: 

  • 1.  Individualizar o tratamento;
  • 2.  Envolver a PVHIV no seu plano de cuidados;
  • 3.  Identificar possíveis melhorias do cuidado da PVHIV e avaliar encaminhamento ao médico responsável.
  • 4.  Olhar o paciente além do resultado dos exames laboratoriais;
  • 5.  Pensar sempre na melhoria da qualidade de vida da PVHIV buscando contornar aspectos que influenciam negativamente para o sucesso do cuidado a longo prazo.

BR/HIVP/0036/19 JULHO/19

 

Referências bibliográficas:

 

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